VERATIU
Início / Blog
VERATIU • Provas digitais

Deepfakes e a importância da cadeia de custódia nas provas digitais eleitorais

Entenda como a Justiça Eleitoral trata deepfakes, por que um simples print não basta e quais boas práticas de preservação de evidências digitais podem ser adotadas.
Publicado em 19/09/2026
Deepfakes e a importância da cadeia de custódia nas provas digitais eleitorais
Imagem enviada pelo editor

Entenda o caso

Na manhã de 3 de julho de 2026, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE‑PI), desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, explicou como a Justiça Eleitoral pretende lidar com conteúdos manipulados por inteligência artificial nas Eleições 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia divulgado critérios para identificar deepfakes e orientado os tribunais regionais sobre ferramentas de detecção e procedimentos de custódia de provas digitais.

Segundo o desembargador, capturas de tela – os famosos “prints” – não são suficientes para comprovar irregularidades. É necessário preservar todo o contexto digital (metadados, URLs, logs de acesso, sequência de arquivos) para que a prova tenha validade jurídica. Após a preservação, a Justiça poderá analisar se o material contém deepfake, desinformação ou se trata de informação verídica.

O TSE definiu deepfake como qualquer conteúdo sintético criado ou alterado por IA que apresente alto grau de realismo, podendo envolver imagem, voz ou manifestação de pessoas vivas, falecidas ou fictícias. A Corte também estabeleceu que o uso de deepfake como propaganda eleitoral é proibido, orientando futuros julgamentos.

Qual é a questão digital relevante

O ponto central do caso é a necessidade de ajudar a preservar a integridade e a autenticidade das evidências digitais. Em processos eleitorais, a prova pode ser um vídeo, áudio ou imagem manipulada por IA. Sem uma cadeia de custódia bem documentada, a prova perde força e pode ser contestada, comprometendo a investigação de desinformação.

Por que essa evidência pode ser frágil

  1. Metadados ausentes – Um simples print não captura informações como data/hora exata, endereço IP, ou o hash do arquivo original.
  2. Alterações posteriores – Ferramentas de edição podem modificar o conteúdo sem deixar rastros visíveis ao usuário comum.
  3. Ambiente volátil – Redes sociais e aplicativos de mensagens podem excluir ou alterar mensagens rapidamente, dificultando a recuperação.
  4. Falta de registro de acesso – Sem logs de quem visualizou ou compartilhou o material, a prova perde contexto.

O que o caso ensina sobre provas digitais

Como preservar uma situação semelhante

  1. Não dependa só de prints – Capture a tela completa com barra de endereço, use extensões que salvam a página em HTML completo.
  2. Gerar hash – Imediatamente após a coleta, calcule o hash do arquivo e registre em um documento oficial.
  3. Armazenar em mídia segura – Use armazenamento criptografado e com controle de acesso restrito.
  4. Registrar logs – Anote quem realizou a coleta, quando, onde e quais ferramentas foram empregadas.
  5. Utilizar serviços de timestamp – Serviços de carimbo de tempo digital garantem a datação incontestável da evidência.

Como a VERATIU pode ajudar

Interessado em proteger suas evidências digitais? Entre em contato com a VERATIU e descubra como nossa tecnologia pode apoiar seu trabalho.

Fonte de referência: Deepfakes: presidente do TRE-PI alerta que "print" não basta como prova. O texto acima é conteúdo editorial próprio da VERATIU.
Precisa preservar uma evidência digital?
Registre o conteúdo com a VERATIU e receba arquivos verificáveis para fortalecer sua documentação.
Fazer uma captura